Sendo o carnaval a tradição festiva que caracteriza mundialmente o Brasil, antecedendo a Quaresma, uma celebração do cristianismo, o Ministério da Saúde reforça a importância da prevenção contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). No país, a preocupação com as DSTs, como sífilis, HIV e hepatites é contínua com a população durante o ano, de acordo com o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto. Mas, segundo ele, no período do carnaval, o foco é o jovem e o adulto-jovem, explicando a relação com os bloquinhos e bebidas.

Durante esta festividade carnavalesca, a cada quinze minutos, uma pessoa é infectada por DSTs ou HIV, principalmente o jovem e jovem-adulto, limite cronológico definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas (ONU), como 15 a 24 anos os jovens e 25 a 29 anos os jovens-adultos. As doenças transmitidas pela relação sexual são causadas pelo contato sem o uso o preservativo com uma pessoa que esteja infectada. Devido a esse fator, são distribuídos milhões de preservativos, principalmente nas capitais do carnaval, além das campanhas de alerta nas redes sociais, blogs e sites conhecidos.

Sororidade no Carnaval

O Ministério da Saúde explica que o HIV é um vírus da imunodeficiência humana, responsável por desenvolver a AIDS, doença crônica que interfere na habilidade do organismo de lutar contra outras infecções, como tuberculose, pneumocistose, etc. Todos os anos, há cerca de 2,3 milhões de infecções por HIV. Médicos do Grupo de Incentivo a Vida (GIV) explicam que ser portador de HIV não é a mesma coisa que ter AIDS, pois diversos soropositivos vivem sem apresentar sintomas ou desenvolver a doença, contudo, ainda podem transmitir o vírus a terceiros.

Na euforia do carnaval, diversas pessoas expõem-se ao risco de adquirir uma DST, por estarem desprevenidas. Devido a isso, as redes sociais e sites de saúde, se mobilizam para alertar a importância da prevenção. Ressaltam incessantemente a relevância do preservativo e ter um estoque dele consigo para salvar o sexo e não passar apuro. É essencial procurar um local reservado para a relação, evitando a contaminação com vírus externos.

Outra iniciativa para o carnaval, que tem chamado a atenção, é a de os aplicativos de transporte criarem uma campanha contra o abuso sexual. Essa sororidade vai desde corridas de graça para a delegacia da mulher, até mensagens em pontos de ônibus e redes sociais para conscientizar.

A cura para as DSTs

Um conceito popular é de que todas as DSTs são incuráveis. Entretanto, a OMS explica que, diferente do HIV, há tratamento e cura. Por ano, são apresentados cerca de 340 casos de vírus transmitidos sexualmente curáveis, como a sífilis, gonorreia, clamídia, etc. Porém, se não tratadas, essas DSTs podem ter implicações graves para a saúde. É indispensável a procura de um profissional da saúde qualificado nos primeiros sintomas ou até mesmo quando há possibilidade de exposição ao risco de contrair uma DST. Fazer exames regulares é fundamental para a vida sexual.

Portanto, neste carnaval, escolha agir conscientemente. Fevereiro passará, mas a sua saúde deve ser prioridade durante o ano inteiro.